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segunda-feira, 6 de junho de 2011


Decidi me candidatar ao Conselho Tutelar e passei por todo o processo, até rodopiar, escorregar e cair numa armadilha eleitoral manchada por consecutivas aberrações. Uma estrutura corrupta e viciada - contra a qual nenhuma resistência esboçada produz consequência real - controla e determina os trâmites pelos quais a eleição caminha, permeada de irregularidades e concessões. Gostaria de manifestar aqui minha indignação, trazendo a público o que testemunhei ao cabo deste pleito mascarado, com profunda revolta e indignação.

Ontem, na calada da noite, sem cobertura da imprensa e sem participação da sociedade civil, grupos organizados festejaram a vitória nas eleições. Urnas violadas, inoperantes e retardadas, transporte de eleitores como prática ilegal, panfletagem em local proibido, mesários pedindo votos para seus candidatos e uma série de irregularidades comunicadas por mim ao Ministério Público, sem nenhum eco ou projeção.  "É assim mesmo que funciona", diziam felizes os vitoriosos espertalhões, enquanto contabilizavam os lucros de sua expedição.

Uma eleição nesse nível coloca em risco nossa democracia e nos mantém reféns de um processo podre e viciado de corrupção. Até quando vamos nos silenciar e aceitar indiferentes a esse modelo de eleição? Até quando nossas crianças ficarão na mão de uma política que desconhece os direitos básicos do cidadão? Até quando o Ministério Público e a sociedade civil vão ficar indiferentes a esta situação?

Eliane Martins

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